17 de setembro de 2013

Novo Blog

Segue o link do meu novo blog, com uma roupagem bastante diferente.

http://blogdevelho.wordpress.com/

22 de maio de 2013

SBT, um projeto de FOX News Brasileira


A TV mais feliz do Brasil, como diz o slogan do canal de Senor Abravanel, vem surpreendendo e, sem exageros, modificando a opinião pública nacional nos últimos meses, graças a uma brusca mudança na linha editorial de seus principais jornais.

Desde o início de 2011, que jornais como SBT Brasil, SBT Manhã e Jornal do SBT, passaram a trazer comentários sobre política e economia feitos por jornalistas de carreira longa e opiniões fortes, como o do paraibano José Nêumanne Pinto e do mineiro Carlos Chagas. Isso sem falar das colocações pessoais de seu âncoras, muito comuns e sempre polêmicas.

Rachel Sheherazade, por exemplo, que divide atualmente a bancada do SBT Brasil com Joseval Peixoto, gerou repercussão nacional há pouco tempo por sua opinião direta sobre o conflito de ideias entre os deputados federais Marco Feliciano (PSC) e Jean Willis (PSOL). Diferente de todos as outras linhas jornalísticas, que se abstiveram, como a Record, ou entoaram críticas à Feliciano, como a Globo, o SBT posicionou-se à favor do pastor, como mostra o vídeo abaixo.


Outro nome do canal Abravanesco que causou alvoroço na internet ultimamente, foi o experiente Carlos Nascimento, considerado por muitos como o melhor âncora em atividade do Brasil. Nesse caso, Nascimento trouxe uma crítica à população em geral, que naquele momento se preocupava imbecilmente com temas fúteis. A frase ‘Luiza já voltou do Canadá e nós já fomos mais inteligentes’ correu a rede.


Mas por trás destes discursos cheios de personalidade, o SBT vem se posicionando como o canal que faltava no Brasil. Uma rede de TV que, diferente da grande maioria da comunicação nacional, é conservadora, representando assim uma grande massa populacional, até então perdida entre os jornais robôs da Globo, o pragmatismo da Band e a publicidade religiosa da Record.

Dentro dessa linha o jornalismo do canal paulista toma partido em questões importantes. A defesa do livre pensamento religioso, como mostra o comentário de  Rachel Sheherazade; a redução da maioridade penal, como trazido por Roberto Cabrini no Conexão Repórter três semanas atrás; e até mesmo o total apoio à ex-ministra do CNJ, Eliana Calmon, declarado ainda em 2011 por Joseval Peixoto.

Com o passar do tempo o SBT vai reforçando-se com novos quadros, cada vez mais polêmicos e conservadores. Parece que, no fim da vida, Senor Abravanel resolveu abraçar aquele pedaço da população que não se satisfazia com a ‘endireitação’ de Arnaldo Jabour ou a tecnicidade de Fernando Mitre. Pra estes a TV mais feliz do Brasil oferece gente como Luiz Carlos Prates, que em breve estará em rede nacional. Aguardem!

15 de abril de 2013

Quando o PT mineiro perdeu o bonde

O Partido dos Trabalhadores parece estar conformado em ter apenas dois nomes importantes na política mineira, o do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; e o do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fenando Pimentel; ambos ex-prefeitos de Belo Horizonte. 

O PT se organiza para lançar Pimentel, que foi derrotado para o Senado em 2010, porém com um crescimento surpreendente nas últimas semanas de campanha; para o governo do estado no ano que vem, enquanto Patrus, a depender de alianças, pode sair para o Senado ou até para vice-governador. 

 Porém no ano passado o partido, em Minas, perdeu talvez uma das melhores chances de sua história de emergir com um novo líder. Trata-se do Deputado Federal Odair Cunha, do sul do estado; um parlamentar de apenas 36 anos ligado a movimentos religiosos. A chance para o PT populariza-lo foi a CPI do Cachoeira, da qual o Deputado foi relator. 

As atenções da nação se voltaram, àquela época, para a CPI na mesma medida que voltaram-se para o julgamento do Mensalão tempos depois. A função de Odair Cunha na CPI foi semelhante à do atual presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, no julgamento. Porém a publicidade feita em cima das atuações de um e outro foram tão desiguais que enquanto existe uma campanha para que o Ministro Barbosa saia candidato à presidência da República, Odair Cunha continua apenas como um Deputado simpático do interior. 

No cenário atual do nosso estado, ainda que fosse difícil eleger um Odair Cunha da vida para Governo ou mesmo Senado, emergir uma liderança importante numa região que hoje não tem nenhum político de grande destaque seria um grande trunfo para o PT e a campanha de Pimentel. Ficar confiante nessa dobradinha de ex-prefeitos de BH só ajuda nos votos da capital, ou não, já que o atual prefeito, Márcio Lacerda (PSB), também é pré-candidato ao governo.

8 de abril de 2013

Anjos e Demônios

Quisera eu ler na imparcial e honesta imprensa monlevadense uma introdução semelhante a esta: o jovem e inexperiente advogado que se elegeu prefeito prometendo o impossível continua sem nada fazer. Falo de Prandini? Poderia, mas não. Falo de um prefeito menos jovem, menos inexperiente, mais esperto e com melhores amigos do que o pobre Gustavo.

Acontece que recém completos quatro meses do governo Teófilo Torres (PSDB), o filho de Mauri nada resolveu, literalmente. As mudanças foram poucas, destaque mesmo só para a falta de oposição, que acaba com o melhor dos argumentos para os maus governos. Se Prandini não tinha apoio nem de seu único correligionário na Câmara, o então vereador Pastor Carlinhos; Teófilo, feliz dele, tem além dos seus, o sorriso amigável dos vereadores da coligação Monlevade em Primeiro Lugar. Firme no contrapeso tem o Belmar, e só.

Mas pior do que a Câmara pro pevista, foi a oposição midiática. Jornais e rádios de maior audiência não deram paz àquele jovem advogado, conseguiram até tirá-lo de nossa imunda cidade. Este porém, por sorte dele, é amigo da galera, boa pinta, tem ‘pai rico’ (não que isso queira dizer muita coisa, já que nossa imprensa é imparcial e honesta), e por isso vê sempre fotos bem focadas quando na primeira capa e comentários exaltantes e defensivos na rádio que já dirigiu.

Mas Monlevade é um lugar curioso mesmo. Se me lembro bem, pra angariar votos, a turma que ‘resolvia’ disse que o Teófilo é bem relacionado, que iria arrumar grana limpa com seus amigos de infância no Palácio da Liberdade, e que em pouco tempo transformaria nossa cidade em Mônaco, ou quase isso. Mas parece que caímos todos, ou 60% de nós, no conto do vigário.

Mas (e já é meu terceiro parágrafo seguido iniciado com mas) como sempre a culpa fica pro pobre do Prandini. É que segundo os Teoflistas a dívida deixada pelo antecessor engessa as ações do governo. Pensassem nisso quando na época que governaram junto a Carlos Moreira, deixaram também dívidas milionárias; sabe-se lá se existe alguma relação entre tais valores e os reais que a justiça bloqueou tempos atrás deste nobre improbo.

Acontece que o respeitado contador Delci Couto, que teria feito 4 primeiros  meses de governo melhores do que o atual prefeito, botou na mesa e desmentiu a assessoria de governo que garantia ser a dívida próxima aos 22 milhões de reais. Segundo o contador a dívida deixada por Prandini é de pouco mais de 15,5 milhões, apenas 4 milhões e 600 mil superior à de 11 milhões deixada por Moreira, aquele mesmo que em 2010 teve 3,9 milhões bloqueados pela justiça. Mas isso todo mundo já tá sabendo, e a desculpa não cola mais.

Já que esse não resolve, que o próximo não resolva, ou o depois dele, ou algum que virá. Enquanto isso vamos ficar com o “boa sorte, boa sorte, eu te desejo de todo coração” que o improbo passa em todo fim de programa, e aguardar até meados de 2014 quando sairão obras pra tudo quanto é canto. Afinal é ano de eleição tem Torres na parada.

2 de março de 2013

Precipitação Eleitoral


Nem bem chegamos ao terceiro mês de 2013 e o quadro eleitoral pra sucessão presidencial do ano que vem já se desenha há bastante tempo. Os principais partidos já se posicionam, algumas candidaturas já foram lançadas e até mesmo a campanha, propriamente dita, começou, com viagens de alguns dos principais líderes políticos por todo o país. As constantes visitas públicas de Lula, Aécio e Eduardo Campos a seus correligionários é exemplo disso.

Esse fato, apesar de cada vez mais comum, não é natural. O historiador da Universidade Federal de São Carlos, Marco Antônio Villa, aponta que apenas duas vezes em nossa história republicana o processo de corrida sucessória foi tão adiantado como agora. Uma vez no governo de Epitácio Pessoa, ainda na República Velha, quando menos de três meses após a posse, a imprensa já divulgava agenda dos candidatos à sucessão. A outra foi logo no início do governo de João Goulart, quando PSD e PSP lançaram Juscelino Kubitschek e Ademar de Barros respectivamente, para as eleições de outubro de 1965, ainda em abril de 1964.

Seguindo a teoria de Nicolau Maquiavel, principal autor da Ciência Política a destacar a observação histórica nas decisões políticas, me preocupa muito este rumo de precipitação tomado pelas legendas brasileiras. Acontece que tanto na República Velha, quando em 1964, esse adiantamento da corrida eleitoral desencadeou crises importantes. No fato mais remoto a sucessão de Epitácio Pessoa gerou uma revolta em 1922, chamada de 5 de julho, que iniciou o processo de fim da República Velha. Já em 1964 esse fato influenciou, e muito, no golpe militar do dia 31 de março daquele mesmo ano.

Porém PT, PSDB e PSB não demonstram muita preocupação com a história republicana e já estão disputando até tempo em televisão para o pleito do próximo ano. O partido do governo já lançou a presidenta Dilma Rousseff à reeleição no dia 20 de fevereiro, mais de 600 dias antes das eleições. Sem ficar atrás o governador do Ceará, Cid Gomes, um dos principais líderes do PSB também já indicou seu colega Eduardo Campos pra concorrer ao cargo. Ainda mais apressado que os dois foi o PSDB, que no dia 3 de dezembro de 2012, quase dois anos antes do dia da eleição, oficializou Aécio Neves para a disputa.

Como se não bastasse surge mais um personagem nesse quadro. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do PMDB, maior partido do Brasil e da base aliada; iniciará uma série de viagens, como aquelas feitas por Lula, Campos e Aécio; em busca de apoio para tentar viabilizar seu nome. Com isso temos duas candidaturas já oficializadas, Dilma e Aécio Neves; além de mais dois pré-candidatos importantes. Hoje os quatro maiores partidos do país já estão armados pro processo, que se dará daqui a 19 meses.

5 de fevereiro de 2013

Limites da Democracia


A cada decisão política que desagrade uma determinada camada social, quase sempre jovens de classe média com acesso direto e constante às redes sociais, o Brasil torna-se um projeto revolucionário de Democracia direta. Basta que um grupo não concorde com determinado fato para defenderem que as iniciativas populares e abaixo-assinados substituam todo o conjunto de regras sobre o qual o sistema político deste país se funda.

No caso atual a revolta geral se dá contra a eleição do alagoano Renan Calheiros (PMDB) como presidente do Senado. Apesar de, particularmente, concordar com essa corrente, não podemos entender a política como algo desordenado onde legitimidade e regras não sejam merecedoras de devido respeito; e por isso devemos ter bastante cuidado ao sair por aí questionando qualquer coisa.

Qualquer bom, ou mesmo mau, entendedor de política, sabe que vivemos em uma democracia representativa, baseada em dois princípios: o primeiro de delegação do direito de decisão a representantes, e o segundo, mais importante, o da decisão majoritária sobre as coisas. E a escolha de Renan foi, sem sombra de dúvidas, uma opção da maioria dos nossos representantes delegados; logo, mais democrático impossível.

Surge disso uma outra questão, com a qual eu até concordo com os contestadores. O novo Presidente do Senado tem envolvimentos com diversos escândalos de corrupção, um deles responsável por tira-lo do mesmo cargo ao qual volta agora em 2007. Porém acusações deste caráter cabem a denúncias da Procuradoria Geral e consequentes julgamentos no Supremo Tribunal Federal, tudo isso passa muito longe de reunião de assinaturas feitas em sites de internet. 

4 de janeiro de 2013

Enfim 2013

“Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar”, já dizia Assis Valente, que não era um profundo conhecedor dos Maias, e talvez nem tivesse ouvido esse papo de 21 de dezembro, mas provavelmente também caiu em alguma teoria de fim do mundo. Já viramos o ano, e a tranquilidade toma conta, a não ser que o Apocalipse esteja sendo organizado pelo governo Brasileiro, porque aí o atraso seria natural.

Mas esquecendo esse papo escatológico, passamos do ano eleitoral para o ano das posses, e em Monlevade, pra ser mais específico, os próximos 365 (agora só 361) dias serão de tempo ruim. Digo isso credor de que o prefeito recém empossado, Teófilo Torres, pós-graduado em Ciência Política (ponto pra ele); conheça Maquiavel o suficiente pra saber que os primeiros meses são momento pra tomar todas as atitudes antipopulares, necessárias a um administrador que encontrou os cofres vazios.

Claro que qualquer político deseja chegar fazendo obras, construindo hospitais e viadutos para homenagear parentes, mas são poucos, ou quase nenhum, os que tem esse privilégio. Existe uma regra lógica, mas também refutável, que atrapalha esse desejo comum a todos os eleitos. Essa regra se aplica aos dois caminhos que podem levar um político à prefeitura.

O primeiro é pela oposição. Em quase todos estes casos, com exceção daqueles cujo o prefeito bem aprovado escolhe uma ameba para candidato, o eleito pega um governo mal visto pela sociedade; e esta situação, normalmente, é causada por uma má administração do dinheiro. Nestes casos, muito comuns, o político toma posse e encontra o município sucateado.

O segundo caminho, mais comum, é pela situação. A lógica nos leva a crer que se um governo elege seu sucessor, é porque estava bem aprovado. Mas o que leva um governo à boa aprovação? Obras (físicas ou não), que nada mais são que gasto, ou investimento, de dinheiro. Claro que não é uma teoria empírica, mas só elege sucessor aquele governo que gasta, logo seu sucessor não poderá gastar tanto. Lula e Dilma são o maior exemplo disso.

Não quero dizer com isso que todo prefeito que tomou posse neste  de janeiro encontrou os cofres vazios, há, como em toda regra, exceções. Porém também devemos lembrar que encontrar uma prefeitura financeiramente organizada no primeiro dia de trabalho não é algo tão comum quanto afirmam por aí.

Voltando à parte da Ciência Política, tema que, além da juventude e das constantes referências à paternidade, me aproxima do prefeito empossado em Monlevade; o conselho de Maquiavel deve ser acatado por Teófilo. Se há de punir a cidade por erros de administrações anteriores, que se faça agora, o mais distante possível das próximas eleições. E antes de me atacarem nas ruas, não sou eu que digo isso, mas sim o autor de ‘O Príncipe’.  


*continuação: postagem abaixo

Já é quase 2014

E num é que 2013 já é quase 2014. Pra quem não se lembra, estamos há pouco mais de um ano de dois eventos importantes neste país verde-áureo. Um de pouca importância, organizado pela FIFA, e outro de importância gigantesca, organizado pelo TSE; ainda que o povo não enxergue da mesma forma. Como de futebol entendo pouco, vou preferir falar daquilo que é importante, as eleições que elegerão novos, ou velhos, Deputados, Senadores, Governadores e o Presidente ou Presidenta da República.

Surge no cenário nacional um novo partidão, que deveria ser a quarta força, mas pode aparecer já como terceira, em outubro do ano que vem. Trata-se do PSB, que não é do Eduardo Campos, como todos colocam; mas sim de quase 600 mil filiados e algumas centenas de prefeitos. O PSB vem ameaçando PMDB, PT e PSDB nos estados, e pode querer fazer também no âmbito federal, já que começa a cobrar do governo a cadeira de vice, hoje peemedebista.

O Eduardo Campos, que não é dono do partido, mas manda como se fosse; quer ser vice de Dilma, porém dialoga como melhor amigo com o já candidato de oposição Aécio Neves. Por outro lado o PSDB de Aécio resolveu, até que enfim, abandonar o falido DEM e tenta formar um novo pacto com o PSD de Kassab, que também poderia ser vice. O PT, enquanto Lula for vivo, está seguro e tem nas mãos aquele velho e bom problema: escolher entre PMDB e PSB, sempre tentando segurar os dois.

Por fora dessa farofa vem o persistente PDT de Brizola, querendo lançar mais uma vez o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque, que nesse leque de opções é o melhor nome. Marina Silva, que era PV e agora é PPS, partido forte na oposição, pode até querer pintar como vice de Aécio, seria o nome ideal, mas isso dificultaria muito pra a tucanada a formação de uma coligação forte (entenda por forte uma coligação com PSB e PSD).

Mais por fora ainda, quase nas nuvens, reaparece o PSOL, partido tão sem noção que mistura ‘Socialismo e Liberdade’ em sua sigla, como se ambas as coisas não fossem completamente excludentes. O partido de Eloísa Helena estuda lançar à presidência o Deputado Estadual Carioca Marcelo Freixo, aquele que espalhou pelo Facebook um monte de jovens congregados, jovens esses que agora viraram Guarani’s Kaiowá’s. Ah, e por falar em viagem, não podemos esquecer que o ex-presidente Fernando Collor de Melo disse em entrevista à Época que pretende voltar ao palácio da Alvorada.

Se ficar desse jeito, e não ficará, teríamos Dilma com Michel Temer (PMDB), ou Eduardo Campos (PSB), ou até mesmo o governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB); contra Aécio com Marina Silva (PPS), ou Eduardo Campos (PSB), ou Kassab (PSD); contra ainda Cristovam Buarque com algum vice do ramo empresarial; Collor que dessa vez não vai com Itamar, e Freixo, que deve pegar pra vice algum líder estudantil de carreira, como adoram os partidos de extrema esquerda.

18 de dezembro de 2012

Bosta


O dicionário Priberam de Língua Portuguesa, trás para a palavra título deste artigo, dentre outros, os seguintes significados: 3. Coisa sem qualidade, sem importância, sem utilidade / 5. Indivíduo covarde, amoral, sem dignidade. Ora, se tomarmos por essa ótica, BOSTA serve para definir muitas pessoas que nos rodeiam, talvez por isso seja o título deste post (só talvez).

Acontece que o blog do jornalista Marcelo Melo, trouxe na tarde de ontem, 17 de dezembro, um texto que causou-me antes espanto, depois raiva e por fim um sentimento de obviedade. A notícia absurda era de que um ex-prefeito de João Monlevade, ao qual, por respeito aos meus leitores, a partir de hoje, passarei a ocultar o nome; aconselhou ao recém eleito Teófilo Torres que não indicasse um dos homens mais empenhados em sua eleição para a composição de seu governo.

Em resumo o individuum meteu o bedelho na composição de governo do filho de Mauri e tratou de tirar de uma prefeitura que terá gente como Zezinho Despachante, um dos maiores exemplos de funcionário público que essa cidade já viu. A justificativa? Paulo Roberto Reis, homem que sempre foi de confiança do grupo tucano, e não só deles; que se dedicou como poucos para a eleição de Teófilo, assim como em anteriores; é amigo de um dono de jornal, e por isso poderia vazar informações.

Ora! Nessas horas os dedos de um jovem blogueiro coçam pra aproximar o título da postagem do ex-prefeito em questão, mas não me permito. Só não posso me furtar o direito de demonstrar indignação com este tipo de atitude descabida. Desculpas pra não dar ao profissional Paulo Roberto Reis um cargo no novo governo existem muitas. Podiam alegar que era atleticano fanático, até dizer que fica muito no Facebook e isso atrapalharia o desempenho; agora colocar em cheque sua confiança?

De volta ao primeiro parágrafo, a palavrinha que define muita gente também define ações de muitas outras. Esta do ex-prefeito, por exemplo, foi deste nível. Além da deslealdade com alguém que lhe é tão leal há anos, o individuum vai conseguir por tabela prejudicar o governo do jovem prefeito tucano, afastando de sua equipe um excelente quadro. 

14 de dezembro de 2012

Ah, o Ambiente

A lista do primeiro escalão do governo Teófilo Torres, divulgada recentemente pela imprensa monlevadense, gerou pontos de discordância entre os comentaristas políticos e, creio eu, até mesmo entre aqueles que avalizaram a eleição do jovem advogado. Há nomes que parecem agradar a todos, porém algumas indicações não agradam a ninguém, nem mesmo ao próprio prefeito. 

Do meu ponto de vista o caso mais trágico é o da pasta de Serviços Urbanos, que será ocupada pelo vereador por quatro mandatos Sinval Jacinto Dias. Não que o político de aparência franzina e fala potente não seja um bom nome; apesar de seu aparente pouco conhecimento, corroborado pelos erros de pronúncia, Sinval possui competência política como poucos nesta cidade. Sabe o que faz e faz bem. 

A tragédia está no que envolve politicamente essa indicação. Para assumir o cargo, Sinval abrirá mão de seu mandato na Câmara, emprestando a vaga para o colega de partido Zé Lascado. Além de imoral, o jogo ainda trará para Monlevade a perca de um de seus melhores quadros legislativos. Apesar de não agradar à ‘massa pensante’, Sinval faz um trabalho que a antropologia política entende como fundamentalmente democrático. Ele é a representação mais direta do povo, vide suas mãos ainda calejadas, após 12 anos de vereança. Enfim, o problema não é o homem do carreto na prefeitura, e sim sua ausência na Câmara. 

Agora o que já causa certa indignação, com razão, é o indicado por Teófilo para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Na nota oficial o nome do futuro secretário vem acompanhado de um currículo estritamente político, esqueceram porém de citar que Zezinho Despachante é também colecionador de pássaros. Mas ressalvo, este é um dos poucos pontos de convergência da lista, é unânime: ninguém quer Zezinho, a não ser ele mesmo. 

O vereador, derrotado nas eleições de outubro, mais por sua falta de tato (educação) com o eleitor do que por falta de competência; parece ter sido indicação do ex-prefeito Carlos Moreira. É que até semanas antes do início do processo, o PP de Zezinho caminhava para o lado de Conceição, porém na hora H, o homem dos despachos correu para o colo de Moreira, com o qual está envolvido em um ou dois processos por improbidade. 

Indicado pelo ex-prefeito ou não, Zezinho foi, repito, unânime. Não agradou a gente de dentro, como o vice-prefeito Dr. Raílton; não agradou à imprensa e muito menos à população. Sinval pelo contrário agrada, o que não agrada é Zé Lascado na Câmara. Por enquanto iremos despachando, sem visibilidade mas com salário.